Papa Roach: Jacoby Shaddix fala sobre fé e mudança de vida
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Durante muito tempo, Jacoby Shaddix comprou sem freio aquela cartilha clássica do rock pesado: excessos, bebida e autodestruição embalados pela rotina de turnês. Agora, aos 48 anos, o cantor diz estar em outro momento. E resolveu falar disso sem rodeios.
Em participação no podcast Dumb Blonde, apresentado por Alisa DeFord, a Bunnie XO, esposa de Jelly Roll, Shaddix comentou sua conversão ao cristianismo e o processo de sobriedade que atravessou nos últimos anos. “As duas coisas que eu nunca quis ser eram sóbrio e cristão”, admitiu. “E aqui estou.”
O vocalista contou que a aproximação com Deus começou ainda nas casas de recuperação, quando escutava repetidamente que precisava encontrar “um Deus que pudesse compreender”. Levou tempo. Bastante tempo, aliás. O músico descreveu a caminhada como uma sequência de recaídas, questionamentos e tentativas frustradas de controlar sozinho os próprios problemas.
“Eu me encontrava naquele buraco escuro de novo e de novo”, disse. Até que largar a bebida virou quase uma oração desesperada. “Preciso de algo além do que eu posso fazer.”
Shaddix também revelou que sempre teve resistência ao ambiente religioso. Achava a igreja estranha, meio distante da realidade. A chave virou quando viu pessoas próximas vivendo aquilo de maneira prática, sem discurso pronto demais. “Foi aí que tudo ganhou vida pra mim.”
Hoje, o cantor afirma que estudos bíblicos e a nova rotina mudaram até pequenas coisas do cotidiano. Ego, segredos, relações desgastadas. Segundo ele, hábitos que antes pareciam normais dentro do “modo rockstar” simplesmente deixaram de fazer sentido.
E talvez esteja aí a parte mais honesta da conversa: Jacoby não tenta vender imagem de santo reformado. Parece mais alguém cansado de repetir o roteiro clássico do rock dos anos 2000. Aquele que normalmente termina em documentário triste no VH1. Papa Roach




