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Ex-Complexo J explica origem do rótulo "gospel"

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura
Muito antes de o termo "gospel" dominar vitrines, rádios e plataformas de streaming, a música feita por artistas evangélicos era chamada simplesmente de música cristã - ou música evangélica. Pelo menos é assim que o baixista Murilo Kardia, ex-Complexo J, lembra daquele período.

Em um depoimento gravado para a página Reviva Gospel Anos 80/90, no Facebook, Murilo afirmou que a popularização do rótulo nasceu a partir da Gospel Records, gravadora fundada por Toninho Abbud (Antonio Abbud) no fim dos anos 1980.

"Quem imprimiu esse nome 'gospel' foi justamente Toninho Abbud", recorda. Segundo ele, o publicitário (que também era bispo da Igreja Renascer em Cristo e ajudou a consolidar o termo como identidade do mercado fonográfico cristão brasileiro) percebeu a força da expressão usada nos Estados Unidos e a transformou na identidade da gravadora. Com o tempo, diz Murilo, o mercado passou a chamar toda a música cristã produzida no Brasil de "gospel".

Na avaliação do músico, a mudança foi muito além do nome. Ela também marcou uma transformação na forma como o segmento passou a funcionar.

Murilo afirma que o Complexo J nunca enxergou a música como carreira comercial. O objetivo era evangelizar, sem preocupação com cachês elevados. "A oferta era voluntária", lembra. O foco era cobrir despesas de viagem, alimentação e hospedagem.

Hoje, ele vê um cenário diferente. Embora reconheça a evolução técnica das produções, lamenta que a lógica comercial tenha ocupado espaço demais. Também critica o excesso de canções voltadas apenas ao público das igrejas e diz sentir falta de músicas que dialoguem com quem está fora desse ambiente.

"Eu sinto falta da velha música cristã", resume. Não por nostalgia, explica, mas pelo espírito de missão que, na visão dele, acabou se perdendo com a profissionalização do mercado.
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Muito antes de o termo "gospel" dominar vitrines, rádios e plataformas de streaming, a música feita por artistas evangélicos era chamada simplesmente de música cristã - ou música evangélica. Pelo menos é assim que o baixista Murilo Kardia, ex-Complexo J, lembra daquele período.

 

Em um depoimento gravado para a página Reviva Gospel Anos 80/90, no Facebook, Murilo afirmou que a popularização do rótulo nasceu a partir da Gospel Records, gravadora fundada por Toninho Abbud (Antonio Abbud) no fim dos anos 1980.

 

"Quem imprimiu esse nome 'gospel' foi justamente Toninho Abbud", recorda. Segundo ele, o publicitário (que também era bispo da Igreja Renascer em Cristo e ajudou a consolidar o termo como identidade do mercado fonográfico cristão brasileiro) percebeu a força da expressão usada nos Estados Unidos e a transformou na identidade da gravadora. Com o tempo, diz Murilo, o mercado passou a chamar toda a música cristã produzida no Brasil de "gospel".


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Na avaliação do músico, a mudança foi muito além do nome. Ela também marcou uma transformação na forma como o segmento passou a funcionar.

 

Murilo afirma que o Complexo J nunca enxergou a música como carreira comercial. O objetivo era evangelizar, sem preocupação com cachês elevados. "A oferta era voluntária", lembra. O foco era cobrir despesas de viagem, alimentação e hospedagem.

 

Hoje, ele vê um cenário diferente. Embora reconheça a evolução técnica das produções, lamenta que a lógica comercial tenha ocupado espaço demais. Também critica o excesso de canções voltadas apenas ao público das igrejas e diz sentir falta de músicas que dialoguem com quem está fora desse ambiente.

 

"Eu sinto falta da velha música cristã", resume. Não por nostalgia, explica, mas pelo espírito de missão que, na visão dele, acabou se perdendo com a profissionalização do mercado.

 
 
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