Mauro Henrique desabafa sobre turnê e custos
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Um vídeo publicado por Mauro Henrique no Instagram abriu uma conversa sincera e cada vez mais comum entre artistas independentes: fazer música ao vivo no Brasil virou, em muitos casos, uma operação de risco alto e retorno incerto.
No registro, o cantor fala de forma direta sobre os bastidores de suas turnês e o peso de bancar tudo praticamente sozinho. “Som, teatro, passagem, logística… é tanta coisa”, diz em um trecho, misturando desabafo e cálculo prático. Ele afirma não ter empresário nem investidor, apenas uma equipe pequena e camarada.
A conta que não fecha aparece como eixo do relato. Mesmo com engajamento nas redes, a bilheteria nem sempre acompanha. E aí vem o problema mais duro: quando as vendas antecipadas não atingem o mínimo, o show simplesmente não se sustenta.
“Eu já assumo um risco financeiro gigante”, ele comenta, citando o cenário de produção independente e o impacto direto quando um evento não cobre os custos. Em alguns casos, isso pode levar ao cancelamento.
No vídeo, Mauro também fala do desgaste de estar na estrada e ouvir pedidos constantes por novos shows, enquanto enfrenta dificuldades para viabilizar as datas. O artista cita cidades como Rio de Janeiro e regiões do Norte e Nordeste, que seguem fora do roteiro por questões logísticas e financeiras.
Tem um ponto que ele repete com insistência: ingresso não é só entrada. É o que mantém a turnê de pé. E, segundo ele, a compra antecipada é o que define se o projeto segue ou não.
“Somos nós fazendo isso juntos”, diz em outro momento, tentando deslocar a ideia de que a turnê depende apenas do artista.
O pedido final é direto: comprar ingressos na pré-venda, evitar deixar para a última hora e entender que, no modelo atual, cada venda antecipada vira uma espécie de garantia mínima de sobrevivência do show.
Por fim, o vídeo deixa um retrato conhecido da cena independente: muita demanda, pouca previsibilidade e um equilíbrio sempre instável entre arte e planilha.

