Zé Bruno cita EUA e Venezuela e rejeita fé de guerra
- Redação SVM

- 5 de jan.
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Zé Bruno, vocalista da banda Resgate, defendeu uma fé cristã que não veste farda nem bate continência para poder algum. Em uma pregação recente, ele afirmou que o Evangelho não se alinha a ditaduras nem a intervenções militares estrangeiras, mesmo quando essas ações vêm embaladas em discursos de liberdade.
O músico e pastor dA Casa da Rocha criticou a pressão para que cristãos escolham lados em conflitos geopolíticos. Disse que não consegue aplaudir regimes autoritários nem potências que usam dinheiro, bombas e balas para impor justiça do próprio jeito. Para ele, apoiar qualquer uma dessas lógicas é vender a alma.
O verdadeiro inimigo, segundo ele, não tem nome de imperador nem de presidente. É a maldade humana, essa que atravessa ideologias, púlpitos e bandeiras. Nenhum líder liberta de verdade. Nenhuma arma salva a alma. A libertação, afirma, só vem de Cristo e de uma transformação profunda do coração.
Ele também criticou o que chamou de religiosidade de fachada. Gente que canta, ora, frequenta culto, mas continua cheia de ódio, celebrando violência, inclusive contra inimigos. Comparou esse comportamento a lavar por fora e deixar a sujeira intacta por dentro. Um banho na bactéria, como ironizou.
Para Zé Bruno, há muitos crentes, mas poucos discípulos. Pessoas que honram a fé com palavras, enquanto o coração segue longe do Evangelho. A mensagem final é simples e incômoda. Amar o inimigo ainda é regra. Aplaudir o sangue nunca foi opção.








