Signum Regis reúne gerações do metal em novo álbum
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Tem álbum que parece reunião de família. “Beyond Spacetime”, oitavo trabalho do Signum Regis, chega em 9 de outubro pela Fireflash Records com uma escalação vocal que vai bem longe da formação habitual.
Mayo Petranin está de volta aos vocais, Jota Fortinho também aparece e a lista ainda inclui Tim “Ripper” Owens, Matt Smith (Theocracy), Ralf Scheepers (Primal Fear), Johnny Gioeli, Tasos Lazaris, David Åkesson e outros nomes. Victor Smolski entra na história com um solo em “Throne Of Gold”.
O quarto single do disco é “Back to Zero”, faixa de hard rock cantada por Tasos Lazaris, conhecido por Steel Arctus e White Wizzard. A música fala de cair, voltar ao ponto de partida e levantar de novo. Nada muito espacial no conceito, apesar do título do álbum.
A banda conta que a canção foi escrita pelo ex-baterista Ludek Struhar, com letra de Tommy König. Para o Signum Regis, Lazaris foi uma das grandes surpresas das gravações: “ouro puro”, nas palavras do grupo.
A história do disco, porém, é mais enrolada. E melhor por isso. Cerca de 80% da parte instrumental já estava pronta quando Jota Fortinho deixou a banda, em 2024. O plano inicial era ter apenas sua voz no álbum. O Signum Regis então partiu para uma lista de cantores desejados e, para surpresa geral, quase ninguém recusou.
O resultado virou uma espécie de álbum dos sonhos. Ripper Owens, Scheepers, Gioeli e Smith estão entre os convidados, enquanto Mayo e Jota dividem “Echoes Of Glory”. Mayo, aliás, deve assumir novamente os vocais principais nos próximos shows.
Musicalmente, “Beyond Spacetime” não fica preso a uma cartilha. Há power metal acelerado, passagens progressivas e neoclássicas, baladas e faixas antigas rearranjadas. “Midnight Train”, por exemplo, nasceu como peça instrumental no violão clássico. “Throne of Gold” vem de uma composição anterior ao próprio Signum Regis.
O guitarrista Filip Koluš produziu e mixou o disco. A masterização ficou com Miro Kiiski, que já trabalhou com Beast in Black e Hypocrisy.
Fundado em 2007, o Signum Regis também olha para o espaço na nova fase, mas sem abandonar fantasias, mitos e histórias pessoais. A capa é de Uwe Jarling, artista ligado a trabalhos de Heaven’s Gate e Grave Digger.
No próximo ano, a banda completa 20 anos. “Beyond Spacetime” chega justamente com essa cara de passado, presente e futuro misturados. E, pelo jeito, sem muita vontade de pedir licença para a panelinha do gênero.
FONTE DA NOTÍCIA: Assessoria de Imprensa das Forças Armadas Unidas




