Jake Luhrs fala sobre o peso do novo August Burns Red
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O August Burns Red, que prefere se definir como “cristãos em uma banda, e não uma banda cristã”, não parece interessado em reinventar a roda. No novo álbum, “Season Of Surrender”, a ideia foi outra: apertar ainda mais os parafusos de uma identidade construída ao longo de duas décadas.
Em entrevista ao Metal Roos, da Austrália, Jake Luhrs disse que o 11º disco da banda é mais pesado que “Death Below” (2023). Só que não se trata apenas de guitarra mais grave ou breakdown mais violento.
“Death Below” tinha uma atmosfera sombria e melancólica. Já o novo trabalho, lançado em 5 de junho pela Fearless Records, aposta mais na paixão e na emoção. Os breakdowns, inclusive, foram pensados para funcionar como momentos de impacto.
A lógica é simples: preparar o terreno antes de derrubar tudo. Quando o peso finalmente chega, precisa parecer ainda mais pesado.
Luhrs também voltou a falar sobre a maneira como enxerga o August Burns Red. Em vez de abraçar o rótulo de banda religiosa, prefere dizer que são “cristãos em uma banda, e não uma banda cristã”. Uma diferença pequena no texto, mas nada pequena para quem acompanha a chamada cena do rock cristão e seus filtros de mercado.
Musicalmente, ele define o grupo como uma banda americana de metalcore técnico e progressivo. Nas letras, porém, existe outra preocupação: falar de experiências pessoais e tentar deixar alguma esperança no meio do caos.
“É quem eu sou”, resumiu o vocalista. A ideia é compartilhar histórias que possam encontrar algum sentido na vida de quem está ouvindo.
E o disco não chega exatamente desacompanhado. “Season Of Surrender” traz participações de Mike Hranica, do The Devil Wears Prada, Jamie Hails, do Polaris, e Make Them Suffer.
Em outra entrevista, à Rock Sound, Luhrs foi ainda mais direto: a banda está unida como nunca e quer continuar sendo simplesmente o August Burns Red. Sem cartilha de tendência. Sem trocar de pele só porque o mercado mudou.
“Queríamos escrever um álbum que declarasse quem somos e que não vamos mudar por ninguém.”




