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Resgate assume: bebemos do rock do mundo sem culpa

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    Redação SVM
  • há 3 horas
  • 2 min de leitura
Zé Bruno e Hamilton, guitarristas da banda Resgate
Reprodução/Instagram

Zé Bruno e Hamilton, guitarristas da banda Resgate, participaram do Entrando na Mente Podcast e entregaram uma conversa direta, sem verniz, sobre música cristã, cultura e liberdade. No centro do papo, uma ideia simples e provocadora. A arte nasce no humano e não precisa ser exorcizada para servir à fé.

 

Os músicos lembraram que começaram num tempo em que guitarra era vista como instrumento do diabo. Mesmo assim, seguiram em frente. Nunca aceitaram a divisão rígida entre música do mundo e música de Deus. Para eles, santidade não é isolamento cultural, mas consciência. Não é o lugar que define o sujeito. É o sujeito que atravessa o lugar.

 

Inspirados por bandas clássicas do rock secular como Deep Purple e Van Halen, o Resgate construiu sua identidade sonora bebendo da cultura sem culpa. A diferença, dizem, estava na mensagem. A poesia apontava para outro sentido, mas o som vinha do mesmo mundo que todo mundo pisa.

 

Durante a conversa, os músicos (e pastores da igreja A Casa da Rocha) criticaram a dificuldade histórica da igreja em lidar com cultura. Segundo eles, criou-se uma espécie de canonização artificial, como se a música tivesse nascido santa e o resto das artes viesse com defeito de fábrica. Para a banda, talento, técnica, ciência e criatividade são criacionais. Vieram antes de qualquer rótulo religioso.

 

O grupo também defendeu que nem toda música cristã precisa caber no culto. Muitas canções do Resgate não foram feitas para o altar, mas para a rua, a conversa com quem está fora da igreja. Há música de adoração, há música apologética, há música missional e há música cultural. Todas podem coexistir.

 

No episódio, Zé Bruno e Hamilton falaram ainda sobre maturidade e revisão de percurso. Admitiram que algumas músicas antigas, influenciadas por uma visão neopentecostal que não os representa mais, foram aposentadas. Outras seguem vivas, mesmo simples ou datadas, porque carregam memória afetiva e identidade.



 
 
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