Demon Hunter processa Netflix por KPop Demon Hunters
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O nome “Demon Hunter” já circulava no metal muito antes de virar parte de um dos maiores fenômenos da Netflix. Agora, a banda quer que a Justiça diga até onde a gigante do streaming pode ir com “KPop Demon Hunters”.
O grupo, por meio da empresa Hyde Lane, processou na terça-feira (18) a Netflix, a Netflix Studios e a promotora AEG Presents, acusando as empresas de violação de marca registrada e concorrência desleal. A ação foi apresentada no Distrito Central da Califórnia.
Na queixa, a banda diz ter construído a marca ao longo de quase 25 anos, com discos, turnês e produtos. O problema, afirma, ganhou outra proporção depois da estreia do filme em 2025 e, principalmente, com a exploração comercial da trilha sonora, merchandising e shows.
A situação ficou ainda mais espinhosa com a parceria entre Netflix e AEG para uma turnê mundial de “KPop Demon Hunters”, prevista para 2027 e anunciada para 150 cidades.
Para o Demon Hunter, a combinação dos nomes já provocou confusão entre consumidores. A banda afirma que estabeleceu a marca primeiro e acusa as empresas de, usando uma estrutura muito maior, “eclipsar” sua identidade comercial.
A queixa pede que a Netflix seja impedida de usar “KPop Demon Hunters” em músicas, apresentações ao vivo e produtos, além de indenização em valor ainda não especificado.
Formado em 2002, o Demon Hunter tem 12 álbuns de estúdio e histórico forte nas paradas da Billboard. O trabalho mais recente, “There Was A Light Here”, saiu em setembro passado pelo selo próprio Weapons MFG.
Do outro lado, “K-Pop Demon Hunters” virou uma máquina de sucesso. Dirigido por Maggie Kang e Chris Appelhans, o filme acompanha o grupo fictício HUNTR/X, formado por Rumi, Mira e Zoey, três estrelas do K-pop que também caçam demônios.
O longa se tornou o filme em inglês mais popular da história da Netflix, enquanto a trilha recebeu cinco indicações ao Grammy. “Golden” ainda levou o Oscar de Melhor Canção Original.
Agora, a velha banda de metal e o fenômeno pop da Netflix vão resolver a briga no lugar menos rock'n'roll possível: um tribunal.




