Stryper lança single novo e mira o passado sem soar velho
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O Stryper resolveu olhar no retrovisor. Mas sem virar banda cover de si mesma, o que já é meio caminho andado hoje em dia. O grupo lançou “I’m Alright (I’m Okay)”, primeiro single do próximo disco de estúdio, previsto para o fim do ano pela Frontiers Music.
A música chega carregada daquele metal melódico gigante que transformou o Stryper numa instituição meio improvável dos anos 80: riffs açucarados, refrão grudento e sermão embutido no pacote. Funciona até hoje.
Michael Sweet definiu a faixa como “um pouco de 1985 com 1991 e uma pitada de 2026”. Tradução: tem cheiro forte da fase clássica, mas sem aquela produção plastificada demais que dominava o hard rock religioso da época. Ele chama a música de “grito de guerra” para seguir firme em tempos estranhos. Bem Stryper, aliás.
O novo álbum sucede “When We Were Kings”, lançado em 2024. E Sweet parece especialmente empolgado dessa vez. Disse que a banda encontrou um jeito de juntar o som clássico com algo mais atual. “Quase impossível”, resumiu.
O Stryper sempre viveu nesse lugar meio torto entre a cena metal e o universo igrejeiro. Nunca pertenceu totalmente a nenhum dos dois lados. Apanhou dos puristas, foi tratado como estranho dentro do próprio mercado cristão e, quatro décadas depois, segue aí. Meio sobrevivente. Meio teimoso.
Sweet também falou sobre os altos e baixos da banda. Citou separações, mudanças de formação e aquele retorno “por pouco”. Hoje, o grupo segue com Oz Fox na guitarra, Robert Sweet na bateria e Perry Richardson no baixo.
Em tom quase pastoral (abre parêntese: isso nunca saiu do DNA deles), o vocalista disse que o Stryper virou algo maior do que os integrantes. “Um legado”, nas palavras dele.

Formada há 43 anos, a banda que tirou o nome de Isaías 53:5, construiu uma discografia que atravessa gerações do rock cristão. De “To Hell With The Devil” até “The Final Battle”, passando por “No More Hell To Pay” e “Even The Devil Believes”.
Enquanto o novo disco não chega, “I’m Alright (I’m Okay)” funciona como recado claro: o Stryper ainda quer disputar espaço no presente. Não só viver de nostalgia de camiseta amarela e preta.




