Rise Against leva o straight edge ao Rock in Rio
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No Rise Against, a rebeldia não passa necessariamente pelo copo de cerveja. Três dos quatro integrantes da banda americana são straight edge, movimento surgido no hardcore punk que defende uma vida sem álcool, tabaco e drogas recreativas.
O grupo toca no Rock in Rio nesta sexta-feira (4) e transformou ao longo dos anos questões políticas, ambientais e de direitos humanos em parte importante de sua música. A postura dos integrantes vai na mesma direção.
Tim McIlrath, vocalista e guitarrista, Joe Principe, baixista, e Zach Blair, guitarrista, seguem o estilo de vida. Brandon Barnes, baterista, é a exceção.
O straight edge nasceu em 1981, quando o Minor Threat lançou a música de mesmo nome. Ian MacKaye e companhia colocavam uma ideia pouco óbvia para o punk da época: dava para ser contestador sem precisar ficar bêbado ou chapado.
A canção acabou batizando um movimento que se espalhou pela cena hardcore americana e, depois, pelo mundo. A regra básica é conhecida: nada de álcool, cigarro ou drogas. Algumas vertentes acrescentaram sexo casual, cafeína e outras restrições à lista.
No Rise Against, a escolha também se mistura a outras bandeiras. Os integrantes são vegetarianos e apoiam causas ligadas aos direitos dos animais, incluindo organizações como a PETA. As letras da banda transitam pelo mesmo território, entre política, meio ambiente e direitos humanos.
McIlrath já explicou em entrevistas que sua decisão não nasceu de algum grande trauma familiar envolvendo drogas ou álcool. Era mais simples e, ao mesmo tempo, bastante punk: não fazer algo só porque todo mundo fazia.
No fim, talvez seja justamente essa a graça do straight edge. Dentro de uma cena acostumada a associar transgressão a excessos, dizer “não” também pode ser uma forma de rebeldia.
▪️ Com informações da Redação G1




