O apocalipse desmacetado de Baby do Brasil
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Baby do Brasil, força da natureza desde os dias solares dos Novos Baianos, abre mais um capítulo da própria epopeia com “Os Arrebatados”. O álbum chega às plataformas pela AHSA Music com guitarra e o apocalipse desmacetado.
Se a linha teológica da faixa passeia pelo dispensacionalismo clássico, flerta com o progressivo ou encosta no pré-milenismo histórico, a discussão fica para os teólogos de plantão, ainda agarrados no auê de Telles e companhia.
O trabalho reúne sete faixas. Apenas uma é inédita, a que dá título ao disco. As outras seis são regravações que já integravam sua trajetória religiosa e agora ganham novos arranjos e formato oficial nas plataformas digitais.
“Os Arrebatados”, a faixa, funciona como eixo narrativo. Rock na base, linguagem direta e versos como “o inimigo quer roubar a sua salvação”, frase que talvez levante sua sobrancelha, mas relaxa, não tem zé.
Entre as releituras estão “Todas as Coisas”, conhecida na voz de Fernandinho, e “Arde Outra Vez”, de Thalles Roberto, ambas de 2009. Na primeira, Baby aposta em uma versão que ultrapassa sete minutos. Na segunda, surge quase em sussurro, alternando intensidade e silêncio.
O repertório também revisita canções de “Geração Guerreiros do Apocalipse”, de 2011, como “Santo Espírito”, “Mistério”, “Sua Presença” e “Sétima Trombeta”. Em “Santo Espírito”, ela canta que do Leme ao Pontal só Jesus tem poder. A mensagem é direta, alinhada à tradição pentecostal que marca sua caminhada desde 1999.
Em 2024, em Salvador, durante participação no trio de Ivete Sangalo, Baby declarou à multidão: “Todos atentos porque nós entramos em apocalipse. O arrebatamento tem tudo para acontecer entre cinco e dez anos. Procure o Senhor enquanto é possível achá-lo”. Ivete, surpresa, respondeu no improviso: “Eu não vou deixar acontecer, porque não tem apocalipse certo quando a gente maceta o apocalipse”. O momento viralizou.








