Michael Sweet recusa King Diamond, mas aceita tocar junto
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Michael Sweet não parece disposto a trocar o Stryper pelo universo de King Diamond. Em entrevista ao Dr. Music, o vocalista e guitarrista foi questionado se aceitaria tocar na banda de Kim Bendix Petersen caso surgisse uma proposta interessante. A resposta foi direta: provavelmente não.
Sweet explicou que as diferenças espirituais entre o Stryper e o trabalho de King Diamond seriam grandes demais. Para ele, aceitar o convite poderia significar “trair” a própria fé e aquilo em que acredita.
Só que existe uma diferença importante entre entrar na banda e dividir um palco. E aí a história muda.
“Faríamos uma turnê com ele”, afirmou Sweet, incluindo o Mercyful Fate na possibilidade. “100%. Absolutamente.”

A curiosidade fica maior porque os dois já se encontraram. Foi no Hell & Heaven Metal Fest, no México, em dezembro de 2022. Sweet fez questão de procurar King Diamond nos bastidores. O encontro durou poucos minutos, mas foi suficiente para desmontar uma expectativa que ele próprio carregava.
Nada de discussão religiosa ou clima de “bem contra o mal”. Foram dois músicos conversando sobre coisas banais, como clima e vida cotidiana. Sweet descreveu King como educado, gentil e “um dos caras mais legais” que já conheceu.
E tem mais. O vocalista do Stryper diz que toparia gravar uma música com King Diamond. Antes, porém, faria aquilo que costuma fazer diante de decisões importantes: oraria sobre o assunto.
A postura combina com uma história antiga do Stryper. A banda nunca escondeu a disposição de tocar fora do mercado gospel e dividir festivais com grupos seculares, mesmo recebendo críticas de setores cristãos.
Formado há 43 anos, o Stryper também conhece o outro lado dessa moeda. Mesmo sendo um dos nomes mais bem-sucedidos da chamada cena do rock cristão, o grupo já foi tratado como peixe fora d’água tanto por parte da igreja quanto do próprio circuito de heavy metal.




