Guitarrista diz que música nasce da cultura, não do sagrado
- Redação SVM

- há 42 minutos
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A música não surge pronta ou desvinculada da realidade. Ela nasce da história, do corpo humano e da cultura de cada povo. Essa é a ideia defendida por Léo Silva, guitarrista e fundador da banda Serafins, com mais de 30 anos de trajetória, durante uma live no Heaven Metal Fest.
Segundo o músico, a música é um elemento antropológico e neutro, uma ferramenta criada pelo ser humano que só se torna sagrada quando é oferecida a Deus.
Para Léo, ritmos, escalas e estilos são convenções construídas ao longo do tempo. O rock, os hinos tradicionais e os cantos religiosos, segundo ele, surgem de contextos culturais específicos. Isso não diminui o valor espiritual da música. Pelo contrário, é o propósito que transforma o som em oração.
O guitarrista comparou a música a práticas antigas como a circuncisão, comum a diversos povos, mas ressignificada na tradição bíblica. O gesto é humano. O significado é espiritual. Com a música, funciona da mesma forma. Não é o ritmo que carrega santidade por si só, mas a devoção de quem toca e de quem ouve.
Além de integrar uma banda de rock, Léo Silva também é pastor da Assembleia de Deus. Ele afirmou manter apego aos hinos tradicionais e à Harpa Cristã, que considera parte de sua identidade espiritual. Após a conversão, recusou convites para tocar música secular e passou a dedicar sua arte exclusivamente à fé cristã. Segundo ele, a escolha representou alinhamento de vida, e não perda.
Ao encerrar a fala, Léo fez um paralelo com a internet. Assim como a rede, a música é uma criação humana, não algo sobrenatural. Ainda assim, pode ser usada para comunicar o sagrado. Para o músico, o valor não está na origem da ferramenta, mas no uso que se faz dela.








