Criadores de conteúdo viram alvo de reflexão de Sylvia Sussekind
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O algoritmo entrou na conversa, mas não ficou com toda a culpa. Em um vídeo publicado no Instagram, Sylvia Sussekind questionou o papel de criadores de conteúdo de música que deixam bandas nacionais de lado porque esse tipo de publicação costuma render menos alcance. Sem citar nomes, ela disse que muitos perfis falam diariamente sobre rock e metal, mas acompanham quase exclusivamente artistas internacionais e pouco conhecem da cena independente brasileira.
Para Sylvia, quem se apresenta como comunicador de música deveria usar parte da própria audiência para fomentar artistas do país, mesmo sabendo que vídeos sobre nomes como Metallica ou Black Sabbath naturalmente alcançam muito mais gente. Ela também criticou a obsessão por números e afirmou que muitos creators acabam se tornando reféns do algoritmo.
A influenciadora ainda abordou outro problema enfrentado por bandas independentes: os altos valores cobrados por alguns perfis para divulgar lançamentos. Ela afirmou não ser contra a cobrança pelo trabalho, mas questionou preços que, segundo relatos recebidos por ela, chegam a milhares de reais, realidade distante da maior parte dos artistas independentes. No fim, também pediu que músicos e público valorizem esse tipo de conteúdo com curtidas, comentários e compartilhamentos.
A discussão levantada por Sussekind é antiga entre quem acompanha a cena e também faz parte das conversas da comunidade do Se Vira Music no Whatsapp. Todo fim de mês, publicamos uma lista com os lançamentos independentes que chegam até a redação ou que encontramos pelo caminho, sem cobrar pela divulgação. O problema é que, muitas vezes, faltam informações básicas. Se a sua banda lançou ou vai lançar um single, EP ou álbum, facilite esse processo: reúna em uma pasta pública no Google Drive ou serviço semelhante a capa, duas fotos em boa resolução, sendo uma vertical e outra horizontal, release, ficha técnica e letras. Depois, envie o link pelo espaço "Deixe na Portaria" no site do Se Vira Music. Esse cuidado aumenta as chances de o seu trabalho ser divulgado e fortalece justamente o movimento defendido por Sylvia: abrir mais espaço para quem faz a cena acontecer.




