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Rodox revela bastidores da turnê de reunião

  • há 20 horas
  • 2 min de leitura
Rodox revela bastidores da turnê de reunião
Reprodução/YouTube (Rodox)

Rodox acaba de publicar em seu canal oficial no YouTube um mini-documentário que acompanha os primeiros shows da turnê de reunião, mas com foco que vai muito além das apresentações. O vídeo mostra como os integrantes reconstruíram a relação depois de mais de 20 anos separados e como esse reencontro acabou mudando os rumos do projeto.

 

Segundo os próprios músicos, a ideia inicial era fazer apenas alguns shows no primeiro semestre, sem grandes planos. O clima entre eles, porém, fez a proposta crescer. Ainda nos primeiros encontros surgiu a sensação de que a história não poderia terminar ali, e o grupo agora já fala em gravar músicas inéditas.

 

Um dos momentos mais marcantes do documentário é o depoimento de Fernandão. O baterista conta que enfrentou um período difícil após a pandemia, envolvendo dependência de álcool e drogas, e que uma antiga fala de Rodolfo ficou ecoando em sua cabeça por anos. Abrantes havia dito que só voltaria a tocar as músicas do Rodox "em outra situação". Antes mesmo de existir uma conversa sobre reunião, Fernandão decidiu mudar de vida.

 

Hoje, ele resume o impacto desse retorno de forma simples: o Rodox o tirou de um lugar onde não queria mais estar e o ajudou a viver o melhor momento da sua vida.

 

O documentário também revela como a reaproximação aconteceu de forma natural. Fernandão voltou a tocar músicas do Rodox em outros projetos, enquanto Rodolfo seguia em turnê com a Microfonia. O encontro definitivo aconteceu após um show no Hangar. No dia seguinte, ainda no aeroporto, nasceu a decisão de retomar a banda.


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Pedro e Patrick já conversavam sobre essa possibilidade havia algum tempo. Quando os quatro se reuniram pela primeira vez, por videochamada, a emoção tomou conta da conversa. Depois vieram os ensaios intensivos para recuperar um repertório que marcou o hardcore brasileiro dos anos 2000.

 

Outro ponto destacado pelos músicos é o público. Os shows têm reunido tanto fãs históricos quanto adolescentes que conheceram a banda muitos anos depois do fim das atividades. Também há uma mistura entre pessoas ligadas à chamada cena do rock cristão e fãs tradicionais do hardcore, algo que o próprio grupo enxerga como parte da identidade construída neste retorno.

 

Mesmo perto dos 50 anos, os integrantes reconhecem que manter cerca de uma hora e meia de show exige preparação física diária. O esforço, pelo menos até aqui, parece estar valendo a pena: todas as apresentações da turnê de reunião realizadas até o momento tiveram ingressos esgotados.



 
 
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