Soares critica cachês e provoca mercado gospel
- Redação SVM

- 9 de jan.
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O gestor e executivo do mercado musical cristão Mauricio Soares, com 30 anos de atuação no setor, publicou um texto no Instagram criticando os valores cobrados por artistas gospel para participarem de congressos e conferências em igrejas.
Ele questionou “por que cada vez mais igrejas evangélicas no Brasil têm dificuldade de receber cantores”, mesmo em eventos gratuitos, e afirmou que cachês e ofertas praticados estariam “completamente fora da realidade”.
Segundo Soares, escritórios que representam cantores passaram a tratar igrejas “como clientes semelhantes a prefeituras ou eventos pagos”, o que, para ele, tem ampliado o distanciamento entre artistas e comunidades locais.
Vale lembrar que em 12/11/2025 o G1 noticiou que “O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) entrou com uma ação civil pública para impedir o uso de recursos públicos no custeio do evento religioso ‘Clama Teresópolis’, marcado para o dia 15 de novembro, no ginásio Pedrão, no Centro de Teresópolis, na Região Serrana do Rio.
Segundo o MP, a prefeitura planeja destinar R$ 310 mil para o pagamento de cachês de artistas gospel. Desse total, R$ 250 mil seriam pagos à cantora Gabriela Rocha e o restante ao cantor Marcelo Nascimento.”
O post do ex-diretor de A&R da Sony Music Gospel e atual gestor da Igreja Novos Começos abriu espaço para outras hipóteses dentro do setor. Uma delas, comentada nos bastidores e citada de forma indireta, é a possibilidade de que parte dos artistas e equipes compreenda que sua presença tem mais relação com o “nome que arrasta público” do que com o evento em si — público este que estaria dentro do templo, sensibilizado no momento do pedido de oferta. Não se trata de consenso, mas a percepção circula entre produtores e líderes.
Soares afirmou ainda que existe “miopia e distanciamento da realidade” por parte de alguns nomes do segmento e defendeu que temas como “propósito” e “chamado” voltem à prática, e não apenas ao discurso.
O executivo concluiu chamando a estratégia de “questionável” e sugeriu que seus efeitos serão percebidos “num futuro não muito distante”.








