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Rodox volta 22 anos depois e anuncia shows em 2026

  • Foto do escritor: Redação SVM
    Redação SVM
  • 12 de jan.
  • 2 min de leitura
Rodox volta 22 anos depois e anuncia shows em 2026
Reprodução/Instagram

Rodox está de volta e não como o VOA sonhou, com Digão (Raimundos) na guitarra e Duca Tambasco (Oficina G3) no baixo. Voltou com a formação original mesmo.

 

Nesta segunda-feira (12), no início da tarde, uma postagem conjunta reuniu Rodolfo Abrantes, os ex-integrantes Fernando Schaefer, Patrick Laplan e Pedro Nogueira, além do produtor Jeff e do novo perfil oficial, que até o momento desta publicação já ultrapassava treze mil seguidores. O anúncio caiu como bomba entre os fãs: teorias, unhas roídas, gente falando em arrepio e pedindo datas da turnê.

 

A movimentação não ficou apenas no feed. Cerca de cinco horas depois do post, Fernando Schaefer entrou ao vivo na Rádio Rock e News e abriu o jogo. Segundo ele, a reconciliação com Rodolfo começou ainda na pandemia, após quase vinte anos sem contato desde a ruptura em Salvador. Teve telefonema, pedido de perdão de ambos os lados, acerto de contas e a percepção de que ainda havia história para terminar de contar.

 

Na entrevista, Fernandão destacou que cada integrante vem de um universo e uma fé diferentes. No caso dele, mais próximo da espiritualidade e do budismo como prática de compaixão e mente ativa. Ele afirmou que isso não colide com a fé cristã de Rodolfo e que o respeito mútuo é o motor do retorno. Disse também que, tecnicamente, o Rodox volta mais forte: clique no ouvido, BPM no tempo, preparação física e maturidade musical.

 

E deixou claro algo importante. Todas as programações e efeitos originais dos álbuns estarão nos VS dos shows, inclusive as do DJ Bob, Daniel Scviero, que faleceu em 6 de janeiro de 2022 aos 50 anos. Ele também explicou que Marcão (Marcus Ardanuy), guitarrista da fase inicial, não faz parte da reunião porque abandonou a música e seguiu outro rumo.

 

O Rodox surgiu em 2002 como a guinada de Rodolfo após sair do Raimundos no auge. A sonoridade nunca coube em uma prateleira específica. Era nu metal com hardcore, rap, reggae e rock, com letras que refletiam o início da caminhada de fé do vocalista. O álbum Estreito (2002) emplacou faixas como Olhos Abertos. No ano seguinte veio Rodox (2003). Foram apenas dois discos, e um terceiro chegou a ser gravado, mas nunca lançado. O que restou foram rumores e sobras de estúdio que vazaram na internet. E só. O fim chegou cedo, em 2004, após tensão, substituições e um show turbulento em Salvador.

 

Com o passar dos anos, a banda virou lenda de nicho. Pouca discografia, muita história e a sensação de que faltou algo ser dito. Nos últimos meses, os sinais começaram a aparecer. Rodolfo passou a tocar músicas do Rodox na Microfonia Tour e, em dezembro, Fernandão surgiu no palco do Hangar 110, em São Paulo, reforçando a impressão de que algo estava em movimento.

 

Agora o que todos queriam saber ganhou pista. Segundo o baterista, haverá shows ainda no primeiro semestre, e as datas serão anunciadas em fevereiro.

 
 
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