Rodolfo Abrantes lança mini doc sobre nova fase no rock
- Redação SVM

- 7 de jan.
- 2 min de leitura

Rodolfo Abrantes acaba de lançar em seu canal oficial no YouTube um mini documentário que registra uma noite histórica da turnê Microfonia. O vídeo acompanha o show esgotado no Hangar 110, em São Paulo, e marca o retorno do músico aos palcos de rock após um período de reflexão, acertos internos e reconciliação com a própria trajetória.
Depois de um ano sabático em 2023, Rodolfo reaparece em uma fase de paz rara. Parou tudo, pediu perdão a quem precisava, encarou silêncios e voltou diferente. Não como quem repete fórmulas, mas como quem entrega uma folha em branco. Da água de um mergulho distante saiu a decisão. Era hora de voltar a tocar.
A nova banda nasceu quase sem querer, do encontro certo na hora certa. Entre ensaios improvisados e convites por mensagem, a formação ganhou corpo, peso e identidade. O guitarrista Victor Pradella chegou para somar energia e libertar Rodolfo do instrumento, devolvendo a ele a presença plena no palco. O resultado é um show intenso, longo e sem concessões.
A Microfonia carrega hardcore, suor e propósito. Rodolfo leva sua fé para bares, pubs e casas de rock, longe dos púlpitos. Diz que ali Deus chega diferente. E chega mesmo. Mãos erguidas onde antes só havia copos. Coros improváveis. Um bar inteiro cantando sobre santidade.
O Hangar não foi escolhido por acaso. O espaço carrega memória afetiva e peso simbólico. Foi ali que o Rodox, banda formada após sua saída do Raimundos, encontrou um dos primeiros públicos cheios. Anos depois, o ciclo se fecha com mais maturidade e menos medo.
A noite ainda guardava surpresas. Fernandão (Fernando Schaefer), ex-companheiro do Rodox, subiu ao palco após quase duas décadas sem dividir som com Rodolfo. Um reencontro silencioso, forte, sem discurso longo. A música falou.
Hoje, Rodolfo assume sem rodeio seu chamado. Missionário do rock. Evangelista de amplificador ligado. Não quer empurrar religião, quer apresentar caminho. Diz que prefere acender fósforos em cavernas. E ali, no escuro barulhento do Hangar, a luz apareceu.
A Microfonia não é nostalgia nem retorno calculado. É continuidade. Um artista que tocou para estádios e agora vibra em casas de 600 pessoas, feliz como nunca. Quem esteve lá viu. Quem ouviu entendeu. Quem viveu, não esquece.







