top of page

Puritan provoca no metal cristão com letras polêmicas

  • há 5 horas
  • 2 min de leitura
Puritan provoca no metal cristão com letras polêmicas
Reprodução/Instagram

O baterista e fundador da Puritan, Fábio Kiefer, falou, entre outros temas, sobre a trajetória da banda e suas escolhas artísticas durante participação no podcast Caixa de Ideias. O músico destacou o que, segundo ele, diferencia o grupo dentro do metal cristão.

 

Criada em 2008, após sua saída da banda Trino, a Puritan mantém até hoje a mesma base: Kiefer na bateria e Bruno Max no baixo e vocal. Ao longo dos anos, guitarristas passaram, e atualmente conta com Bob Nielsen, mas o núcleo permaneceu firme, como quem sustenta a própria identidade.

 

Segundo Kiefer, a principal marca da banda está nas letras. “A diferença é que nós não somos tão explícitos”, afirmou. Em vez de mensagens diretas, o grupo aposta em composições abertas, que exigem interpretação e, não raro, geram desconforto.

 

Títulos como “Nesse chiqueiro ninguém vai pro céu” já apontam o tom provocativo da banda e ajudam a explicar por que parte do público questiona sua identidade dentro do metal cristão.

 

Um dos casos mais emblemáticos é a música “Bandido Bom é Bandido Morto”, que gerou reações intensas. O refrão forte levou parte do público a acusar a banda de posicionamentos políticos extremos. Kiefer rebate: “É uma crítica a quem diz isso. Isso não tem assinatura de Deus, tem assinatura de Caim”. Vale lembrar que a mesma frase viralizou na Sexta-Feira Santa de 2024, quando o MTST publicou no X (antigo Twitter) uma imagem de Jesus crucificado com a inscrição atribuída a romanos, provocando polêmica segundo o jornal O Globo.

 

O músico, que também atua como professor, escritor e organizador do Metanoia Fest, reconhece que a escolha trouxe consequências. “Muita gente se recusa a tocar com a gente por conta disso”, afirmou, ao citar episódios de rejeição e rótulos que, segundo ele, surgiram sem compreensão completa da proposta.

 

Mesmo assim, a banda mantém a linha. Entre críticas sociais, referências bíblicas e o que eles mesmos chamam de “metal favela” como estética sonora, a Puritan segue ocupando um espaço interessante: o de quem prefere provocar perguntas a repetir respostas prontas.

 
 
bottom of page