Pipe Bomb rebate rótulo “satânico” e anuncia novo single
- Redação SVM

- 10 de jan.
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Uma postagem recente do projeto Pipe Bomb reacendeu um debate antigo no meio do metal: quando o som é pesado, gritado e agressivo, ele se torna automaticamente “satânico”? Para o grupo, que se define abertamente como cristão, a resposta é não.
No texto publicado no Instagram, a banda critica o argumento de que músicas pesadas seriam “do mal” por natureza, lembrando que o discurso é velho conhecido das cenas punk, hardcore e metal. O grupo afirma que bandas cristãs de metalcore defendem sua fé desde que existem.
Segundo a Pipe Bomb, o problema não está na agressividade em si. A banda argumenta que o peso sonoro pode ser catártico e até necessário. Nem toda agressão é ruim, escreveram. Às vezes, a agressão é justificada, e outras vezes é apenas uma forma de liberar a própria agressividade em vez de apontá-la para fora.
O grupo também aproveitou para ampliar o foco da discussão. Para eles, existem questões mais relevantes a se observar na música do que a intensidade do som. Hipocrisia, heresia e falta de criatividade aparecem como pontos citados pela banda, que afirma vê-los presentes em todos os gêneros, independentemente de serem cristãos ou seculares.
A Pipe Bomb reforça na publicação que é e sempre será uma banda cristã. Não há como contornar isso, diz o texto. Mas o grupo faz questão de frisar que isso não limita o público. De acordo com eles, o conteúdo não é feito apenas para cristãos, é apenas música.
O posicionamento veio em um momento estratégico. Após o lançamento de três singles, a banda se prepara para soltar sua nova faixa independente, I Will Kill The Worst Parts Of Myself, no próximo dia 27. A música integra o próximo álbum de dez faixas, Hell Hole. Mixado e masterizado por John Naclario, do Nada Recording (My Chemical Romance, Senses Fail), o single mantém as raízes math/metalcore do projeto, fugindo das estruturas tradicionais e abraçando a dissonância característica do gênero.









