Mauro Henrique relembra saída e recusa ao Oficina G3
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Mauro Henrique falou abertamente sobre saúde mental, carreira e os bastidores da música gospel em entrevista ao podcast “Fala Querido”, da Roda dos Esclarecedores no YouTube. Conhecido pela trajetória de mais de uma década no Oficina G3, o artista também comentou a relação com antigos integrantes e explicou por que recusou participar da recente turnê de reunião do grupo.
Durante a conversa, Mauro revelou que enfrentou uma crise de ansiedade há cerca de três anos, provocada pela pressão constante do mercado musical e pela necessidade de produzir conteúdo em ritmo acelerado. Segundo ele, o esgotamento começou a afetar diretamente sua relação com a arte.
“Vi que estava ficando desgostoso de fazer arte. Aí precisei parar”, afirmou.
Hoje atuando de forma independente, o músico contou que grava, produz e mixa seus próprios trabalhos em casa. Com mais de 20 anos de experiência em produção musical, ele disse preferir um processo mais cuidadoso, distante da lógica industrial que, na visão dele, domina o setor fonográfico atual.
“O mercado hoje é linha de produção. Isso é desumano para a arte”, declarou.
Ao comentar a saída da Oficina G3, Mauro afirmou que nunca houve uma demissão formal. Segundo ele, o processo aconteceu de maneira confusa e gerou interpretações equivocadas entre fãs da banda. O artista também revelou que foi convidado para a turnê de reunião do grupo, mas recusou participar após perceber que ainda existiam questões pessoais mal resolvidas.
De acordo com Mauro, o convite foi feito de maneira indireta, por intermediários, o que contribuiu para uma nova crise de ansiedade. A decisão de não subir ao palco, segundo ele, veio após entender que precisava preservar a própria dignidade emocional.
Apesar das divergências, o músico afirmou manter contato amigável com alguns integrantes e não descartou uma reconciliação no futuro.
Na entrevista, Mauro também criticou o ambiente gospel contemporâneo. O cantor apontou o que considera superficialidade teológica, excesso de polarização política entre evangélicos e dificuldade de interpretação por parte de parte do público cristão.
“Falo o evangelho de forma explícita e a galera diz que não estou sendo explícito”, comentou.




