John Cooper relata abuso espiritual em igreja
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John Cooper, vocalista do Skillet, passou os últimos anos lidando com uma situação que pouco tem a ver com palco, turnê ou disco novo. Em entrevista ao Christian Post, o músico contou que rompeu com uma igreja que frequentava havia cerca de 30 anos após entrar em choque com a liderança.
Cooper descreve o episódio como uma situação de “abuso espiritual”. Ele afirma que sua família foi ostracizada, sofreu acusações públicas e chegou a ser associada ao “diabo” por integrantes da liderança.
Cooper também relatou que o episódio afetou sua saúde emocional. Falou em depressão e em uma “quebra mental”, além da sensação de não saber mais o que era real. A questão central, porém, vai além da briga com uma igreja específica. Cooper passou a questionar o próprio modelo de autoridade adotado por parte do meio evangélico.
Pra ele, respeitar líderes não significa obedecer cegamente. O cristão pode e deve questionar uma pregação quando entende que ela entra em conflito com as Escrituras. “Só porque o pregador prega algo, não significa que você deve acreditar em tudo que ele diz”, afirmou.
Cooper também criticou a ideia de um líder tratado como uma espécie de “homem de Deus” acima dos questionamentos da congregação. É um debate antigo, mas que ganhou combustível novo com a internet e com uma enxurrada de relatos de church hurt.
O episódio mudou até a maneira como o músico fala sobre pessoas que deixam a igreja ou passam por processos de desconstrução da fé. Ele diz hoje compreender melhor quem se afasta depois de experiências de abuso espiritual.
O assunto também atravessa seu novo EP, After the Storm, marcado por letras sobre dor, desespero e a tentativa de continuar de pé quando a vida sai do eixo. Apesar de tudo, Cooper afirma que não abandonou a fé. Voltou a frequentar uma igreja e diz ter recuperado a relação com a comunidade cristã.




