top of page

Dale Thompson relembra passagem relâmpago pelo Stryper

  • Foto do escritor: Redação SVM
    Redação SVM
  • 15 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura
Dale Thompson relembra passagem relâmpago pelo Stryper
Concert Fotos By Chad

Quarenta anos de estrada, mais de 20 discos lançados e uma das vozes mais marcantes do rock cristão mundial. Ainda assim, Dale Thompson nunca pisou em uma aula de canto. Nada de vocal coach, aquecimento ou receita com mel e água morna. O vocalista do Bride prefere o caminho mais direto possível: cantar muito, confiar no corpo e não mexer no que já funciona.

 

“Eu nunca parei de cantar”, contou. Mesmo fora do Bride, Dale está sempre envolvido em outros projetos, transitando por estilos diferentes e mantendo a voz ativa. Para ele, isso é o verdadeiro segredo da longevidade. O som que sai é natural, sem abuso vocal, mesmo quando parece extremo. A técnica vem do diafragma, empurrando o ar “do chão para cima”, como um boxeador que gera força a partir das pernas e do quadril.

 

Formado em 1985 ao lado do irmão e guitarrista Troy Thompson, o Bride nasceu de uma visão simples: tocar rock para as pessoas e para Deus. O primeiro álbum, Show No Mercy, marcou o início de uma trajetória que começou mais pesada, flertou com influências de Iron Maiden, Dio e Deep Purple, passou por Aerosmith e Led Zeppelin e, mais tarde, absorveu referências de bandas como Stone Temple Pilots e Velvet Revolver. Mudanças constantes, mas sempre mantendo a identidade. Segundo Dale, se um disco não agradar, o próximo provavelmente vai soar diferente. Em algum momento, algo vai “colar”.

 

Entre os episódios mais curiosos da carreira está a breve passagem pelo Stryper, quando Michael Sweet deixou a banda após uma turnê conjunta. Impressionados com Dale como atração de abertura, os integrantes o convidaram para assumir os vocais temporariamente. Ele topou, mas sabia que era provisório. “Eu era como um remendo no pneu”, definiu. Ficou tempo suficiente para o carro chegar à garagem e trocar o pneu. Quando Michael decidiu voltar, Dale já tinha saído, aliviado por não precisar enfrentar uma demissão anunciada.

 

O Brasil, como não poderia deixar de ser, ocupa um espaço especial nessa história. Dale lembra com entusiasmo dos festivais SOS realizados em estádios de futebol, que ele define como alguns dos momentos mais intensos de toda a carreira do Bride. Uma turnê recente acabou cancelada, mas a promessa está feita: a banda pretende voltar em 2026. Se será sozinha ou acompanhada, ainda não se sabe. Mas a vontade de repetir a energia dos estádios brasileiros segue viva.

 

Quatro décadas depois, Dale Thompson continua defendendo a mesma ideia que guiou o início do Bride. Seja no metal, no hard rock ou no blues, o importante é tocar o que faz sentido, cantar do jeito que soa verdadeiro e seguir em frente sem fórmulas prontas. Para ele, nunca esteve quebrado. Então, por que consertar?



 
 
bottom of page