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Anathoth volta com “Redención” e metalcore em espanhol

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    Redação SVM
  • há 7 horas
  • 2 min de leitura
Anathoth volta com “Redención” e metalcore em espanhol
Reprodução/Instagram

Se alguém ainda achava que metalcore em espanhol não tinha vez, Anathoth está de volta para deixar claro que a cena latina não está apenas viva como continua cuspindo riffs afiados. A banda originária de Coahuila, no México, acaba de lançar “Redención”, um pacote nada tímido composto por 8 faixas inéditas e 5 remixes do EP de estreia “Eternidad”.


Anathoth volta com “Redención” e metalcore em espanhol

 

Para quem vem da escola Killswitch Engage, All That Remains e Haste The Day, o novo álbum é terreno conhecido: guitarras melódicas batendo de frente com breakdowns musculosos e vocais que alternam entre o grito visceral e o canto limpo. A diferença? O idioma. E isso não é detalhe estético, é bandeira levantada.

 

O multi-instrumentista Dan Cuellar, cérebro da operação, trata o espanhol como parte da identidade sonora do grupo. “Como é minha língua nativa e há muito pouco metal extremo no meu país nesse idioma, decidi compor e me esforçar para difundir o metal em espanhol”, explica o músico, que abraça as próprias raízes sem medo de soar “local demais” para os puristas gringos.

 

Esse movimento é curioso e necessário. Enquanto o inglês segue sendo a moeda universal do metalcore, projetos como o Anathoth sinalizam uma pequena insurreição linguística que já vinha crescendo com bandas latinas se recusando a abandonar sua própria cultura para conquistar o algoritmo internacional. E isso tem funcionado: o contraste entre riffs importados e narrativa local cria um mundo sonoro próprio, onde temas existenciais ganham textura diferente.

 

O metalcore cantado na própria língua não é mais exceção, é movimento. E para provar que isso não é exclusividade latina-hispânica, basta olhar para o quintal cristão brasileiro.

 

A Theodor, por exemplo, é um ótimo ponto de partida. Formada em 2013 em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e hoje baseada em São Paulo, a banda mistura peso melódico com influências pentecostais para falar de libertação, restauração e redenção. Tudo isso em bom e velho português, mostrando que timbre, identidade e mensagem não precisam passar por tradução.

 

Outra representante é a Seventy Times Seven, diretamente de Recife, com uma trajetória igualmente interessante. O grupo surgiu em 2009 flertando com screamo e post-hardcore, consolidou-se como força do metalcore cristão no Nordeste e passou por palcos como Underblood Fest, Noite do Metal e Contramão Music Festival. Assim como a Theodor, também berra em português sem medo de assustar ninguém.


Ambas fazem parte do selo Se Vira Music e podem ser encontradas ao lado do Anathoth e de outros projetos na playlist Se Vira no Jiraya.

 
 
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