Júlio César recusa “dinheiro fácil” e critica IA na música
- Redação SVM

- 8 de dez. de 2025
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O baixista e produtor Júlio César, da banda Catedral, provocou debate sobre inteligência artificial na música ao recusar gravar uma faixa totalmente criada por IA. Um produtor queria que ele apenas reproduzisse o que a tecnologia havia gerado. “Você fez a letra, beleza, parabéns, mas a música você não fez. Aquilo ali não é seu”, disse.
Júlio reconheceu que a IA pode ser útil como ferramenta de treino, mas alertou sobre o risco de acomodação: “Um músico que poderia ter criatividade muito boa pode ficar preguiçoso, porque tem alguém pensando por você os arranjos, a linha de baixo, até o improviso.” Ele citou casos de músicos que criam só uma frase e deixam a IA montar toda a música: “Você já perde o processo de criatividade ali.”
O baixista destacou sua própria experiência: “Eu me sinto muito um canal. Você ouve as melodias passando aqui em cima e consegue captar elas no instrumento para que todos ouçam.” Ele concebe solos, linhas de baixo e arranjos do zero, muitas vezes em um dia. “Criatividade — sem jogar na IA para ela fazer.”
Para Júlio, a questão é clara: “Será que a nova geração vai formar músicos mais talentosos ou músicos acomodados? Quanto menos você faz, mais difícil fica desenvolver sua criatividade.”








