Bloodgood e Sacred Warrior ganham relançamentos raros
- 29 de mai.
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Enquanto muita banda clássica do metal vive de repost nostálgico no Instagram, a Retroactive Records resolveu fazer o negócio do jeito que colecionador gosta: tiragem minúscula, vinil colorido e aquele cheiro forte de catálogo esquecido dos anos 80.
A gravadora anunciou novas edições limitadas de discos do Bloodgood e Sacred Warrior. Todas com apenas 200 cópias prensadas.
O destaque imediato vai para “Rock In A Hard Place”, terceiro álbum do Bloodgood, lançado originalmente em 1988. O disco retorna em vinil vermelho remasterizado por Rob Colwell, com arte renovada por Scott Waters, do NoLifeTilMetal.
Na época, o álbum confundiu parte da cena. O Bloodgood diminuiu a pancadaria mais crua dos primeiros trabalhos e mergulhou num hard rock melódico cheio de refrão grande, clima emocional e produção mais polida. Coisa que hoje soa muito mais interessante do que soava para muito headbanger ortodoxo de 1988.
Faixas como “Shakin’ It”, “Never Be The Same” e principalmente “Seven” ajudaram o disco a envelhecer melhor do que muita gente esperava. Também foi o último álbum com o guitarrista David Zaffiro, figura praticamente sagrada dentro do metal cristão underground.
O outro relançamento do Bloodgood é “Out of the Darkness”, de 1989, agora em vinil azul. O disco marcou justamente a fase pós-Zaffiro e levou a banda ainda mais para o território do hard rock melódico de arena. Meio Journey encontra pregação apocalíptica. E isso não é crítica.
“MAD Dog World” e “Top Of The Mountain” seguem entre os maiores hinos da banda. O álbum apareceu até na lista de melhores discos cristãos dos anos 80 do Angelic Warlord, site que muita gente da cena trata quase como enciclopédia oficial do underground.
Já o Sacred Warrior recebe dois relançamentos importantes dentro da série Metal Icon. “Rebellion”, estreia da banda em 1988, ganha edição em vinil amarelo pela primeira vez.
Sacred Warrior sempre operou num território mais progressivo, quase teatral às vezes, puxando referências de Queensrÿche, Crimson Glory e Fates Warning sem esconder nada. “Rebellion” virou clássico cult justamente por isso.
“Wicked Generation”, de 1990, também retorna em edição azul limitada. O disco é lembrado até hoje por abordar abuso, trauma e redenção num formato conceitual - tema pesado para uma cena que muitas vezes preferia ficar só na cartilha do “Jesus salva” e seguir adiante.
Todos os títulos chegam remasterizados, com encartes grandes, letras, fotos e aquele tratamento deluxe que faz colecionador perder o autocontrole financeiro em segundos.





